Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei só eu sei
Sabe lá o que é não ter e ter que ter pra dar
Sabe lá
Sabe lá
E quem será
Nos arredores do amor
Que vai saber reparar
Que o dia nasceu
Só eu sei
Os desertos que atravessei
Só eu sei
Só eu sei
Sabe lá
O que e morrer de sede em frente ao mar
Sabe lá
Sabe lá
E quem será
Na correnteza do amor que vai saber se guiar
A nave em breve ao vento vaga de leve e trás
Toda a paz que um dia o desejo levou
Só eu sei
As esquinas por que passei
Só eu sei
Só eu sei
E quem será
Na correnteza do amor...
Música de Djavan
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Resistência
E logo o Espírito o impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos o serviam. Mc 1.12,13
40 dias de chuvas no processo do dilúvio.
40 dias para receber a Lei.
40 anos para atravessar o deserto.
40 dias para enfrentar o maligno.
São ciclos que precisaram ser cumpridos.
Todo o enfrentamento do mal é como uma epopéia. É construção de uma nova história. É revolução. Exige determinação, firmeza de propósitos e perseverança, e não pode ser feito sem a ajuda de Deus. Sem o serviço dos anjos.
É uma luta contra a possibilidade de ser corrompido. É uma luta contra a possibilidade de corromper. É uma luta contra a possibilidade de ser conivente com a corrupção. É uma luta de resistência. E, também, uma luta para acabar com a corrupção.
Um sistema que produz exclusão é fruto da corrupção do princípio da igualdade entre os seres humanos: do direito humano à dignidade.
A corrupção implanta e sustenta a injustiça.
Ao vencer todas as possibilidades de participar de qualquer forma de corrupção, a gente deixa o mal sem espaço.
Lutar pela mudança da sociedade é lutar para que a maldade não encontre mais nenhum espaço entre as pessoas, e nas pessoas
Ariovaldo Ramos
40 dias de chuvas no processo do dilúvio.
40 dias para receber a Lei.
40 anos para atravessar o deserto.
40 dias para enfrentar o maligno.
São ciclos que precisaram ser cumpridos.
Todo o enfrentamento do mal é como uma epopéia. É construção de uma nova história. É revolução. Exige determinação, firmeza de propósitos e perseverança, e não pode ser feito sem a ajuda de Deus. Sem o serviço dos anjos.
É uma luta contra a possibilidade de ser corrompido. É uma luta contra a possibilidade de corromper. É uma luta contra a possibilidade de ser conivente com a corrupção. É uma luta de resistência. E, também, uma luta para acabar com a corrupção.
Um sistema que produz exclusão é fruto da corrupção do princípio da igualdade entre os seres humanos: do direito humano à dignidade.
A corrupção implanta e sustenta a injustiça.
Ao vencer todas as possibilidades de participar de qualquer forma de corrupção, a gente deixa o mal sem espaço.
Lutar pela mudança da sociedade é lutar para que a maldade não encontre mais nenhum espaço entre as pessoas, e nas pessoas
Ariovaldo Ramos
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Che
"Não basta que seja pura e justa a nossa causa. É necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós."
Che Guevara
Che Guevara
Fernando Sabino
De tudo, ficaram três coisas:
a certeza de que estamos sempre começando,
a certeza de que precisamos sempre continuar
e a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sono uma ponte,
da procura um encontro.
Fernando Sabino
a certeza de que estamos sempre começando,
a certeza de que precisamos sempre continuar
e a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo.
Fazer da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sono uma ponte,
da procura um encontro.
Fernando Sabino
domingo, 19 de outubro de 2008
O passado pode ser mudado

Você também fica chateado com o fato de seus amigos, por desconhecerem um sentido para suas vidas, machucarem a si mesmos? Criam feridas abertas em suas personalidades, sem ao menos refletir sobre o peso disso nos seus futuros relacionamentos. Nos últimos dias, entre uma reflexão e outra a respeito da minha idade, eu agradeci a Deus pela minha família, pelos meus amigos e por todas as pessoas que me influenciaram a ser quem sou hoje fazendo parte do meu passado.
Em poucos dias eu completarei mais um ano de vida. E entre a depressão e a alegria que costumam vir juntas nesse período do ano, encontrei paz no fato de que o próprio Jesus, o mesmo que, no mínimo, mudou a forma como a humanidade conta os anos, dividindo a história entre AC e DC, esperou até os 30 anos para oficialmente começar algo relevante na sua época e no mundo conhecido nela.
Ok, eu adimito, não alimento esperanças de que após os 30 eu comece a ficar conhecido no mundo todo (apesar da Internet) a ponto de dividir a história novamente. Porém, o que foram esses anos que vivi? E o que serão dos próximos se eu tiver essa graça? Nada. Isso mesmo, não são, nem serão nada se eu não vivê-los de acordo com os planos do meu criador para mim. E isso não é algo chato ou ruim, mas pelo contrário, é bom demais.
“Porque eu sei muito bem os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de bem e não de mal, a fim de lhes dar um futuro e uma esperança.” Jeremias 29:11
É por isso que eu agradeço à Deus pelo meu passado. Pois, bem mais que um futuro com o melhor Dele para mim, eu espero que Ele transforme também o meu passado. Fazendo com que, através do meu arrependimento, as minhas lembranças mais vergonhosas se transformem em lindos testemunhos que me tragam a alegria de viver o hoje.
Assim, não há nada que eu ou meus amigos possamos fazer de pior no mundo que a graça de Deus, através de Jesus, não possa transformar.
“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” Oscar Wilde
Agradeço pelo dom do arrependimento, porque no dia em que eu, e todas as pessoas que têm desperdiçado a sua juventude, percebermos que existe vida além da simples existência, é através deste dom do arrependimento que encontraremos motivação para viver.
Fonte: salomon1
Pedro Cardoso x Pornografia

O ator Pedro Cardoso diz que foi "mal compreendido" ao atacar o que chama de uso pornográfico da nudez no cinema e na TV. Ele leu manifesto sobre o tema há duas semanas, no Rio, antes da sessão de "Todo Mundo Tem Problemas Sexuais", que produz e no qual atua --sem cenas de nudez.
Críticos do manifesto apontaram moralismo do ator. "Estou querendo falar da construção do Brasil e de como a pornografia, nos meios de comunicação de massa, atrapalha o país a se identificar", afirma ele.
Para Cardoso, 46, "o Brasil não é um país de pornógrafos", mas "a pornografia está se tornando uma expressão oficial do país". Ele diz que, ao se opor à pornografia, faz um "apelo para que os meios de comunicação de massa mostrem um país mais parecido com ele mesmo".
FOLHA - Você é contrário à pornografia?
PEDRO CARDOSO - Minha batalha é contra o disfarce da pornografia em obra de arte e em entretenimento. Quem quiser fazer pornografia ou usufruir da pornografia no seu mundo privado não é assunto meu.
É assunto meu que a pornografia esteja, disfarçada, na novela das seis, no programa de auditório, na quase totalidade dos filmes, porque atingiu meu mercado de trabalho. É disso que estou falando. Não fui compreendido.
As críticas não foram feitas ao que penso, mas ao parágrafo em que disse que a nudez inviabiliza a arte de representar. É uma questão tão acesa que roubou o foco principal do que eu estava querendo dizer.
FOLHA - O que quis dizer ao afirmar que é sempre o ator quem está nu em cena, nunca o personagem?
CARDOSO - A questão do nu para o ator é muito complexa. Para representar nu, um ator terá que vestir a nudez do personagem. Se algo de verdadeiramente fundamental acontece na história no caminho da nudez, o ator é capaz de representar o personagem nu e, numa habilidade muito grande da sua arte, iludir a visão do espectador, de modo que ele veja a nudez do personagem sobre a nudez do ator. Ou seja, o ator tem que vestir algo inefável. É possível. Não tenho nada contra a nudez em si, como uma possibilidade de momento da arte.
Tenho contra a nudez sem história, onde o ator fica nu na hora em que tira o figurino. Convenhamos, um homem ou uma mulher tomando banho, como é freqüente ver na TV aberta, é algo prosaico. Essa nudez é mera exibição do corpo da atriz. Não é dramaturgia. Uma relação sexual entre dois personagens em que nada acontece além da própria relação não é dramaturgia.
FOLHA - Você diz que, por "ingenuidade", aceitou convite de Ivan Cardoso para um filme em torno da descoberta sexual de jovens que, de fato, era a pornochanchada "Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez" (1984). Você não havia lido o roteiro antes de filmar?
CARDOSO - Meu personagem teria uma cena de sexo, sumariamente descrita no roteiro. O roteiro não indicava que as cenas de sexo seriam explícitas. Ele disfarçava a pornochanchada em um filme de aventura adolescente. É sempre assim. Ninguém te convida para o ato pornográfico nomeando-o como ato pornográfico.
FOLHA - Ao perceber o que era, você abandonou o set e um dublê fez a cena. Com tal atitude, no início de sua carreira, você não provou que é possível dizer "não" a uma cena da qual discorda sem que isso inviabilize sua ascensão profissional?
CARDOSO - Isso, que aconteceu comigo há quase 30 anos [o filme foi rodado em 1983], intensificou-se muito. Hoje, 98% dos convites feitos a uma atriz incluem uma cena de nudez. Se a cena é pornográfica, não sei, mas incluem cena de nudez.
Então, é muito difícil para o ator entrar no mercado de trabalho se ele disser esse "não". Essa opressão, muitas vezes, empurra atores e atrizes a dizer um "sim" muito contrariado.
FOLHA - Que reação seu manifesto gerou na Globo?
CARDOSO - Está faltando comparecer à discussão a figura dos empresários que investem em comunicação de massa. Eles deveriam dizer o que pensam sobre o que está em discussão. A questão não se resolverá entre artistas. A Rede Globo não me procurou, nem acho que o fará. Em meu texto, não especifico nenhuma empresa. Falo de uma coisa geral. Minha questão não é particularizada com empresas nem com pessoas.
FOLHA - Mas seu manifesto não está relacionado ao seu namoro?
CARDOSO - Não respondo perguntas sobre minha vida particular, porque considero que a totalidade da imprensa que cobre os fatos culturais não tem parâmetros éticos confiáveis.
Mencionei o fato de namorar uma atriz por honestidade intelectual, quando percebi que a temperatura com que eu lidava com esse assunto era causada pelo fato de ver minha namorada ter de enfrentar os ataques da pornografia diariamente.
FOLHA - Supõe-se que seu manifesto contenha referência à atriz Graziella Moretto, apontada como sua namorada, e ao filme "Feliz Natal", de Selton Mello. Se essa percepção for equivocada, não lhe incomoda que pessoas alheias à questão estejam sendo associadas a ela?
CARDOSO - Sobre esse assunto, já disse o que queria dizer. Aqueles que fizeram o que descrevi sabem quem são. [Cardoso afirmou ser "freqüente que esses cineastas de primeiro filme exibam para seus amigos, em sessões privê, as cenas ousadas que conseguiram arrancar de determinada atriz".]
Não os nomeio, porque fatos como esses são impossíveis de serem provados, porque são tremendamente subjetivos.
fonte: Folha Online
via: pavablog
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